Getúlio Dorneles Vargas foi Ministro da Fazenda, no período de regência do presidente Washington Luís. Contribuiu para a deposição do presidente e impediu a posse de Júlio Prestes, que foi exilado. A Junta Governativa Provisória se estabeleceu e Getúlio Vargas, líder da Revolução de 1930, se tornou o 14º Presidente da República, iniciando o mandato em 3 de novembro de 1930. Exerceu até 1945. Após isso, foi reeleito em 31 de janeiro de 1951. Vargas também foi o 17º Presidente da República.

A Revolução de 1930 veio pôr fim na República Velha e estabelecer o Estado Novo. Os políticos da época precisavam indicar um nome de um mineiro ou paulista para assumir o poder e continuar com a política café com leite. O presidente, na época, Washington Luís, apoiou a causa de Júlio Prestes. A oposição a Prestes foi feita pela Aliança Liberal (AL). Antônio Carlos Ribeiro Andrada cedeu sua posição para Getúlio Vargas concorrer à presidência.

O Governo Provisório consolidou-se, em 1930, com o presidente Vargas. Ele se aproveitou dos poderes de um governista militar e começou a adotar mudanças de modernização do país verde-amarelo. Getúlio criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, o Ministério da Educação e Saúde.

Além disso, o populista permitiu a abertura de sindicatos, mediante lei. Eles eram ligados ao presidente via Câmara dos Deputados. Conquistar o povo e ganhar o apoio deles era uma das metas de Vargas. Como citado no início desse parágrafo, o populismo é uma política de valorização da população, dessa forma como o presidente a executava. Dava ao povo para receber o apoio de suas medidas.

Entre as suas ações está a criação das leis trabalhistas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nossa carteira de trabalho. Em 1932, para evitar uma revolta, o presidente quebrou aliança com alguns tenentes, que não tinham a fama muito boa. Embora tivessem existido alguns conflitos, quando Getúlio desconsiderou a Constituição Brasileira da República Velha (1889) e os paulistas no intento fracassado contra o governo de Vargas, tentaram derrubá-lo, mas ele ouviu o povo e, mesmo vitorioso, aprovou a Constituição de 1934.

Essa nova reforma na política trouxe a modernização do país, pretendida por Getúlio Vargas. Uma delas foi o voto secreto. Há outras, como: o ensino primário (fundamental) obrigatório; as leis trabalhistas; o salário mínimo; as mulheres votarem e etc.

Em meio a várias revoltas, Vargas deu continuidade em seu governo. Ele conseguiu fazer várias coisas em prol da população brasileira. A chamada revolta Mineira aconteceu em 1935 e mudava algumas coisas da nova Constituição, promulgada pelo atual presidente, na época. A rebelião dos mineiros foi desfeita em 1936.

O Estado Novo foi a política implementada no ano de 1937. Essa época, no mundo, estourava um marco da história: a Segunda Guerra Mundial. A política do Estado Novo era centralizadora e autoritária. Nela, Getúlio Vargas fechou o Congresso Nacional. Ele criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e aproveitou desse artifício para promover a própria imagem: Vargas utilizava o cinema para ficar mais próximo da população, alguns, o apelidaram de “Pai dos pobres”.

Getúlio foi deposto em 29 de outubro de 1945. Ele voltou alguns anos depois, em 1951, e, eleito pelo voto popular, voltou à presidência. Seu primeiro mandato foi pelo partido Aliança Liberal (AL); dessa vez, entrou por meio de Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Ao vencer, declarou a célebre frase: “nos braços do povo”.

Uma das principais ações de Vargas foi a criação da Eletrobrás, Petrobrás, Vale do Rio Doce e outras estatais. Após uma crise política, e o frustrado atentado contra Carlos Lacerda, jornalista, Getúlio foi pressionado à renúncia. Deixou este mundo com a seguinte declaração em sua carta-testamento: “...Serenamente, dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.”.