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De José Linhares a Jânio Quadros
 
José Linhares (1945-1946)

Aos 59 anos, o cearense de Baturité foi nomeado Presidente da República: José Linhares foi interino. É considerado o 15º Presidente do Brasil. Linhares foi chamado pelas Forças Armadas para ocupar o cargo de chefe de estado, uma vez que era juiz e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Utilizou a prática de nepotismo e, no entanto, virou motivo de chacotas: “os Linhares são milhares!”.


Marechal Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)

Eleito pelo Partido Social Democrático (PSD), aos 63 anos. Dutra nasceu em Cuiabá – MT e assumiu a presidência em 31 de janeiro de 1946.  Era a época de definição e inovações na legislação brasileira. Dava-se o início dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, que iria promulgar a Constituição Brasileira de 1946. Uma das propostas foi a redução do mandato de presidente para cinco anos, uma vez que a Constituição de 1937 previa seis anos.

O presidente Dutra construiu a pista que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, que possui o nome do parlamentar: Rodovia Presidente Dutra. Ele deu o pontapé inicial para a exploração do petróleo no Brasil. O mandato do Marechal terminou em 31 de janeiro de 1951. O vice-presidente era Nereu Ramos, que depois se tornou também chefe de estado. Eurico Gaspar Dutra foi o 16º Presidente da República.


Café Filho (1954-1955)

Nascido em Natal – RN, João Fernandes Campos Café Filho foi advogado e assumiu a presidência no dia 24 de agosto de 1954. Sucessor de Getúlio Vargas, Café foi o 18º Presidente do Brasil, aos 55 anos. Porém, seu mandato durou cerca de um ano, quando foi afastado por causa de sua saúde. Dois presidentes interinos entraram no período do mandato de Café Filho: Carlos Luz – 8 de novembro de 1955 a 11 de novembro de 1955. E Nereu Ramos – 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956. Ambos, do Partido Social Democrático (PSD).


Juscelino Kubitschek (1956-1961)

brasilia-inaugurada-jkO médico de Diamantina – MG foi eleito Presidente da República em 31 de janeiro de 1956. É conhecido pela inauguração da capital Brasília. Sua política foi marcada por seu plano de metas, que visava o desenvolvimento do país em todos os aspectos. O Plano de Metas ou Plano Nacional de Desenvolvimento tinha o lema “Cinquenta anos em cinco”: o que justamente aconteceu com Brasília.

JK, como também era conhecido, trouxe para o Brasil as indústrias automobilísticas, bem como começou o trabalho de industrialização com siderúrgicas, indústrias navais, hidrelétricas (Furnas, São João da Barra e Três Marias). Para cumprimento do Plano de Metas e tirar Brasília do papel, JK conseguiu verbas e terminou a construção de Brasília, que ficou pronta para a ilustre inauguração em 21 de abril de 1960.

A economia do país sofreu um pouco, mas logo se recuperou. A construção de várias rodovias, pelo presidente JK, de acordo com estudiosos do segmento, prejudicou, uma vez que seria melhor o investimento em ferrovias. Mesmo com altíssimas taxas de inflação, os setores econômicos registravam bons números. O salário mínimo no governo Juscelino foi o mais alto da história do Brasil.

Juscelino Kubitschek foi o 21º Presidente do Brasil e terminou o mandato em 31 de janeiro de 1961. Seu vice foi João Goulart, que também foi vice do sucessor de JK na presidência: Jânio Quadros.


Jânio Quadros (1961-1961)

che condecorado janio quadrosNo dia 3 de outubro de 1960, Jânio Quadros foi eleito Presidente da República. Assumiu no dia 31 de janeiro de 1961: a primeira posse presidencial em Brasília. Governou durante 7 meses. Jânio conseguiu orientar tanto a economia quanto a política brasileira. O presidente lançou, no Brasil, a Política Externa Independente (PEI), que estimulava a relação diplomática e comercial com as demais nações.

Jânio condecorou Ernesto Che Guevara com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul – atribuída a personalidades estrangeiras. Outra medida do presidente Jânio foi a criação do Parque Nacional do Xingu, além dos primeiros parques ecológicos.  A lei da reforma agrária no Brasil e a lei antitruste foram mais medidas adotadas por Quadros. O truste é uma estratégia de mercado para eliminar as concorrências: semelhante ao que acontece com os postos de combustível no Brasil.

Entre essas ações que causaram repulsa entre os membros do Congresso e a oposição, tinham algumas que eram bem diferentes, como: proibir o uso de biquíni nas transmissões do concurso de miss, erradicar as brigas de galo, tirar o lança-perfume dos bailes de carnaval e regular os jogos de carta.

O mandato de Jânio Quadros acabou em renúncia. No dia 25 de agosto de 1961, após uma denúncia de Carlos Lacerda, de um suposto golpe de estado envolvendo Jânio Quadros. O presidente atribuiu sua renúncia a “forças ocultas”. De acordo com um trecho da sua carta de despedida, Jânio deixou o cargo com o dever cumprido.
 
“Fui vencido pela reação e, assim, deixo o Governo. Nestes sete meses, cumpri meu dever. Tenho-o cumprido, dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções nem rancores...”. Jânio foi o 22º Presidente da República.
 
 
Paschoal Ranieri Mazilli (1961 e 1964)

O então presidente da Câmara dos Deputados, Mazilli, se tornou presidente interino do Brasil por dois períodos. O primeiro, em 1961, na renúncia de Jânio Quadros, quando o seu vice-presidente, João Goulart, se encontrava na China. Houve, então, uma crise político-militar, uma vez que os militares queriam impedir a posse de Jango.  No dia 2 de setembro de 1946, instituiu-se o regime parlamentarista no Brasil. A segunda posse de Mazilli foi em 1964, antes do golpe militar.


João Goulart (1961-1964)


João Goulart, o Jango, foi o 24º Presidente do Brasil. Nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul. Foi eleito presidente, de acordo com a Constituição, em 7 de setembro de 1961; porém, a junta do governo não permitiu sua posse. Ele era vice-presidente e, portanto, deveria ocupar o cargo no caso de renúncia do presidente. Foi apoiado por seu cunhado Leonel Brizola, juntamente com o General Machado Lopes, por meio da campanha da legalidade – que previa o cumprimento da Constituição, ignorada pelos militares. Ela defendia a posse de Jango.

No governo Jango, lançou-se o Plano Trienal, que consistia em programas de reforma dos problemas estruturais do Brasil. Assim, também se iniciaram os programas de reforma agrária, reforma educacional, a fiscal, eleitoral, reforma urbana e a nacionalização dos setores industriais. Como no governo de Jânio Quadros, não teve apoio no Congresso Nacional. Portanto, o Plano Trienal não seguiu.

Em 1º de abril de 1964, Jango voltou para sua terra natal: o Rio Grande do Sul. Nesse período, o presidente da Câmara, Paschoal Ranieri Mazilli, se tornou o Presidente da República interino. O golpe militar de 1964, que depôs João Goulart, foi apoiado por estrangeiros. O intuito era estabilizar a economia do Brasil e impedir a expansão do comunismo em nossas terras. Com apoio do presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, o General Castello Branco é eleito chefe de estado pelo partido da Aliança Renovadora Nacional (ARENA). João Goulart teve seus direito políticos cassados por dez anos, mediante o Ato Institucional nº 1 (AI-1).