Floriano Peixoto

Nascimento: 30/04/1839 - Ipioca (atual Floriano Peixoto), em Maceió - AL

Falecimento: 29/06/1895, na Divisa (atual Floriano), em Barra Mansa - RJ

Profissão: Militar no cargo de Marechal

Período de Governo: 23/11/1891 a 15/11/1894

Tipo de Eleição: Indireta

Idade ao Assumir: 52 anos

Obs.: O período de posse não foi inserido no Livro de Posse dos presidentes, talvez pelo fato de ser uma complementação do seu mandato.

A Vida de Floriano Peixoto

Floriano Vieira Peixoto nasceu no dia 30 de abril de 1839, em Ipioca, conhecida atualmente como Floriano Peixoto, localizada em Alagoas. Veio de família pobre, porém influente no meio político e foi criado pelo padrinho/tio, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Estudou o primário em Maceió e, aos 16 anos, ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro. Se formou em bacharel em Ciências Físicas e Matemática, no ano de 1962 e nesse ano ainda, recebeu a patente de segundo tenente. Como militar participou da Guerra do Paraguai, em 1864, onde se destacou por sua bravura, alcançando outros níveis de patente.

Além disso, em 1884 tornou-se presidente e comandante de armas da província do Mato Grosso. Envolvido com as áreas anti-escravistas do Exército, auxiliou na Proclamação da República, contribuindo para que não houvesse derramamento de sangue durante a transição do regime. Foi o vice-presidente do Brasil, no dia 25 de fevereiro de 1891.

Período Presidencial

Quando o Marechal Deodoro da Fonseca renunciou o cargo no dia 23 de novembro de 1891, Floriano assumiu o comando, sendo conhecido posteriormente pelo apelido de Marechal de Ferro, por causa de sua maneira de liderar. Com isso, houveram muitas manifestações para que fossem realizadas novas eleições para a presidência. O presidente teve que lutar ferozmente para se manter no cargo, tendo que prender e depor generais responsáveis pelo Manifesto dos 13 Generais que pedia novas eleições e a renúncia de Floriano. Com essas revoltas, muitas vezes, o presidente teve que usar o estado de sítio para executar determinadas ações.

Revoltas durante o Governo

Em seu governo, enfrentou rebeliões como a Revolta da Armada e a Revolta Federalista:

A 2ª Revolta da Armada foi causada por conflitos entre a Marinha e o Exército, na cidade do Rio de Janeiro. O almirante Custódio de Melo da Marinha comandou navios na Baía de Guanabara para atacar a capital do Rio de Janeiro com bombardeios. Custódio foi impulsionado pela elite e pelos monarquistas, além disso, não conquistou sua cadeira à presidência. Mas a rebelião foi contida em março de 1894.

Já a Revolta Federalista foi um conflito entre os republicanos positivistas, que eram aqueles que apoiavam o governo de Floriano e os liberais, que eram os federalistas, apoiados pela Marinha, contra o presidente. Em 1893, a disputa se agravou e houve uma ameaça de ataque ao Rio de Janeiro para que Floriano renunciasse. Porém, o governo não se entregou e no final do seu mandato a rebelião estava quase acabada.

Organizou, regulamentou/reformou instituições que nasceram com o novo regime como a Diretoria Sanitária do Rio de Janeiro e o Pedagogium (relacionada ao ensino profissionalizante).

A União passou a administrar o ensino secundário, que era integrada à outro órgão, fato que marcou o governo republicano, focado em um ensino público e laico.

Fim do Mandato

Permaneceu no poder até 15 de novembro de 1894. Algumas pessoas desejavam o seu retorno após o fim do mandato, mas ele preferiu não concorrer às eleições de 1894. Seu cargo foi transmitido para Prudente de Morais.